O Piauí está na linha de frente das lutas nacionais em defesa do trabalho decente. Representados pela presidenta do SINTE-PI, Paulina Almeida, e pelo presidente da CUT-PI, Odaly Medeiros, os trabalhadores piauienses participam da II Conferência Nacional do Trabalho (II CNT), realizada entre os dias 3 e 5 de março, em São Paulo. O encontro reúne governo federal, centrais sindicais e Confederações classistas para definir diretrizes estratégicas das políticas públicas de emprego e renda no Brasil.
A abertura oficial ocorreu na terça-feira (3), no Teatro Celso Furtado, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. A solenidade reafirmou a importância do diálogo social e da construção coletiva de políticas que enfrentem a precarização e garantam direitos.
O PROTAGONISMO DA CLASSE TRABALHADORA
A II CNT é um espaço histórico de disputa de projetos. De um lado, os trabalhadores organizados, que exigem valorização, proteção social e ampliação de direitos. De outro, setores patronais que insistem em flexibilizar e retirar conquistas. Nesse cenário, a presença do SINTE-PI e da CUT-PI é fundamental para levar ao debate nacional as demandas da educação pública estadual, denunciando a desvalorização da categoria e defendendo políticas que assegurem emprego digno e renda justa.
Entre os debates centrais desta Conferência, cabe destacar a discussão sobre o Mercado de trabalho brasileiro a partir do diagnóstico da OIT sobre trabalho decente no país, sobre qualificação profissional, inclusão produtiva, negociação coletiva, impactos das mudanças tecnológicas, ecológicas e ambientais.
A etapa nacional consolida as contribuições das conferências estaduais e distrital realizadas em 2025, que mobilizaram mais de 2.800 delegados e resultaram em 386 propostas. No Piauí, o processo garantiu a eleição de representantes da CUT-PI e do SINTE-PI, fortalecendo a voz da educação e das lutas locais no cenário nacional.
CONTRA A PRECARIZAÇÃO, POR DIREITOS E VALORIZAÇÃO
O SINTE-PI reafirma que não há futuro para o Brasil sem a valorização dos trabalhadores da educação. A Conferência é espaço de enfrentamento às políticas neoliberais que precarizam o trabalho e ampliam desigualdades. É também momento de reafirmar que a classe trabalhadora não aceitará retrocessos, queremos modernização das relações trabalhistas, sim, mas com garantia de direitos, proteção social e respeito à dignidade humana.


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