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Saúde

SINTE-PI enfrenta o IASPI em defesa dos servidores

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Na manhã desta segunda-feira (27), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública do Piauí (SINTE-PI) realizou uma manifestação em frente à antiga sede do IASPI, em Teresina.

A mobilização, que reuniu trabalhadores e trabalhadoras da rede estadual de educação ativos e aposentados, representantes dos Núcleos Regionais e da direção estadual, denunciou a precarização dos serviços oferecidos pelo instituto e se posicionou contra o reajuste do plano de saúde PLAMTA, tema que foi discutido, nesta data, em reunião do Conselho Geral do IASPI.

O ato expôs a insatisfação da categoria diante de um cenário em que os servidores já convivem com atendimento fragilizado e insuficiente. A presidente do SINTE-PI, Paulina Almeida, foi categórica, afirmando que a representante do SINTE no Conselho já está orientada para votar contra qualquer aumento do PLAMTA”. A declaração reforça a disposição da entidade em barrar medidas que penalizem ainda mais os trabalhadores.

Resultado da votação e repúdio do SINTE-PI

Apesar da mobilização e da pressão exercida pela categoria, o Conselho do IASPI aprovou um reajuste de 5,6% na mensalidade do PLAMTA. A representante do SINTE-PI no Conselho votou contra o aumento, mantendo a coerência com a posição pública do sindicato. O resultado foi recebido com indignação pelos servidores, que consideram o reajuste mais um ataque contra uma categoria já marcada por salários defasados e serviços de saúde precarizados.

O SINTE-PI repudia de forma veemente a decisão, denunciando que o aumento não vem acompanhado de melhorias na qualidade do atendimento e reforça a lógica de transferir os custos da má gestão para os trabalhadores. Para o sindicato, trata-se de uma medida injusta e desumana, que agrava a exclusão de parte da categoria do acesso ao plano e aumenta a sensação de abandono por parte do Estado.

Impactos sociais e econômicos do reajuste

O reajuste aprovado não pode ser visto apenas como uma decisão administrativa. Ele representa, na prática, um ataque direto ao bolso dos servidores estaduais. Do ponto de vista econômico, significa reduzir ainda mais a renda disponível dos trabalhadores, muitos dos quais já enfrentam dificuldades para arcar com despesas básicas. Socialmente, o impacto é devastador, pois o PLAMTA, criado para garantir atendimento digno, hoje se transformou em um peso financeiro sem contrapartida em qualidade.

Consultas que demoram semanas para serem agendadas, espera de até três dias para a liberação de exames e hospitais conveniados sem estrutura mínima de atendimento compõem o cotidiano de descaso enfrentado pelos servidores.

Diante desse cenário, o SINTE-PI exige transparência imediata sobre a real contribuição do governo estadual ao PLAMTA e a correção dos descontos indevidos que vêm sendo aplicados nos contracheques dos trabalhadores sem qualquer justificativa.

O reajuste de 5,6% aprovado pelo Conselho não representa uma solução, mas sim a oficialização da precarização: escancara que o Estado se exime de sua responsabilidade e transfere o peso da crise para aqueles que sustentam o serviço público.

Um gesto político de resistência

Ao se posicionar contra o aumento e ao manter sua representante firme no voto contrário, o SINTE-PI reafirma seu papel histórico como protagonista na defesa dos direitos dos trabalhadores da educação. Mais do que um ato isolado, a manifestação e o repúdio ao reajuste constituem um gesto político de resistência, que denuncia a precarização e exige que o Estado assuma sua responsabilidade com aqueles que garantem o funcionamento da educação pública no Piauí.

 

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