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Gênero

1º Encontro Estadual de Mulheres e Aposentadas(os): Ato de resistência e formação política

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Na manhã desta terça-feira (28), o SINTE-PI transformou sua sede social em território de luta e consciência crítica no curso do “1º Encontro Estadual de Mulheres e Aposentadas(os)”. O evento, marcado pela mística “Raízes de luta, direitos que florescem”, reafirmou a potência histórica das mulheres da classe trabalhadora e denunciou a violência estrutural que insiste em atravessar suas vidas.

A presidenta do sindicato, Paulina Almeida, abriu o encontro lembrando que a luta sindical é, sobretudo, uma luta pela vida das trabalhadoras, maioria esmagadora da categoria.

A palestra central foi proferida pela delegada Nathália Figueiredo, titular da Delegacia de Feminicídio do DHPP, que expôs com contundência a urgência de políticas públicas robustas contra o machismo estrutural.

Ao tratar da Lei Maria da Penha, do feminicídio e da misoginia, a delegada destacou que não basta punir, é preciso reeducar, romper com a cultura que naturaliza a agressividade masculina e silencia a autonomia feminina.

O debate   trouxe à tona uma verdade que a política institucional muitas vezes evita. Não basta proteger as meninas, é urgente reeducar os meninos, pois o agressor de amanhã é o menino que hoje aprende, pelo exemplo ou pelo silêncio, que a masculinidade se firma pelo domínio e pela força.

Neste sentido, a formação familiar é o primeiro campo de batalha contra o patriarcado. Precisamos romper com a cultura que normaliza a agressividade masculina e silencia a autonomia feminina.

Para o SINTE-PI, essa pauta é orgânica, percebendo que se o chão da escola é o espaço da transformação, a casa é o alicerce. A proteção à mulher só será plena quando a educação familiar substituir o instinto de posse pelo valor da equidade. Criar meninos conscientes é o ato político mais eficaz para que, no futuro, as leis punitivas se tornem desnecessárias.

No evento, as diretoras da Secretaria de Aposentadas/os e da Secretaria das Mulheres do sindicato, respectivamente, Conceição de Resende e Clayde Fernandes, abordaram a batalhas diárias travadas pelas aposentadas, a força delas no movimento sindical, o etarismo, a violência obstétrica e os desafios enfrentados por estudantes gestantes.

A pauta sindical se entrelaçou com a pauta feminista e geracional, mostrando que mulheres e aposentadas(os) são protagonistas na defesa da democracia e da justiça social.

Mais que um evento, o encontro foi um manifesto político contra o desmonte de direitos, o confisco das aposentadorias e a invisibilidade histórica das mulheres, deixando patente que a luta contra a violência é inseparável da luta por uma nova base educacional e por uma sociedade que não se curve ao patriarcado nem aos retrocessos conservadores.

Nesta perspectiva a presidenta do SINTE-PI, com muita propriedade, encerrou o Encontro citando Paulo Freire:

“A EDUCAÇÃO NÃO TRANSFORMA O MUNDO. EDUCAÇÃO MUDA AS PESSOAS. PESSOAS TRANSFORMAM O MUNDO”.

 

 

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