
Nesta quinta-feira (25), “Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha” e “Dia de Tereza de Benguela”, o Instituto da Mulher Negra do Piauí-AYABÁS, no contexto da programação Da 5ª edição do “Julho das Pretas”, promoveu uma manifestação na Praça Rio Branco, no Centro de Teresina. Na região Nordeste, o “Julho das Pretas” é concretizado pelo trabalho da Rede de Mulheres Negras do Nordeste, e em 2019 tem como temáticas “Mulheres negras por um Piauí livre”.
O fortalecimento das mulheres negras e a luta contra o racismo são os pilares do trabalho desenvolvido pelo Instituto da Mulher Negra do Piauí-AYABÁS, agenda pautada na ação política das mulheres negras em todos os espaços do Piauí.
As trabalhadoras em educação pública básica do Piauí têm participado do “Julho das Pretas” e no evento desta manhã também estiveram presentes. De acordo com a secretária geral adjunta do Sinte-PI, Filomena Cristina, “...além da mulher negra estar na base da pirâmide social, com os piores salários, as colocações menos prestigiadas, ainda sofre violências de toda ordem, inclusive física e sexual, em função tanto da questão étnica, quanto da gênero”, acentuando que “mesmo com a maioria de negros e mulheres no nosso país, nós, mulheres negras somos o segmento da população mais explorado, discriminado e negligenciado socialmente.”, concluiu Filomena.
Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha
O Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha foi criado em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana.
Para a presidente das Aybás, Ana Patrícia, “o objetivo da comemoração de 25 de julho é ampliar e fortalecer as organizações de mulheres negras do estado, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais”.
A data é marco internacional da luta e da resistência da mulher negra para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira.
O evento tem parceria com a Coordenadoria de Políticas para Mulheres (CEPM), Secretaria de Cultura do Piauí (Secult) e Casa de Cultura.
Tereza de Benguela
A Lei nº 12.987/2014 foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff consagrando o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que viveu no século 18. Com a morte do companheiro, Tereza se tornou a rainha do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luiz Pinto de Souza Coutinho e a população (79 negros e 30 índios), morta ou aprisionada.


Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentar