A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) realizou, na quinta-feira (23), uma reunião virtual do Coletivo Educacional para avaliar o andamento e participação na pesquisa sobre o impacto do contexto político atual na rotina em sala de aula. O prazo para responder à pesquisa, parceria entre a entidade e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), vai até o dia 31 de julho.
Na abertura, os sindicalistas responsáveis por organizarem a aplicação do questionário compartilharam quais metas de participação já foram alcançadas.
“A gente tem percebido o empenho de todo mundo na participação da pesquisa. Ela é um instrumento de denúncia daquilo que a gente está vivendo na sala de aula de adoecimento, de ataque à liberdade de cátedra e os dados captados no Brasil inteiro só fortalecem a nossa estratégia da defesa de todos os profissionais da educação”, disse o secretário-geral da CNTE, Fábio Moraes.
A colaboradora do estudo e pesquisadora de pós-doutorado da FGV, Virginia Rocha, participou da reunião para demonstrar os resultados. O objetivo estabelecido pela Confederação já ultrapassou a metade da meta de participação.
Outros desafios se mantêm, uma vez que alguns quocientes de colaboração não atingiram o número esperado, como a participação de mulheres e a diversidade de estados do Brasil. Amazonas, Pará, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Roraima e Ceará são alguns dos estados que obtiveram menos respostas.
“A gente estimula que todo mundo responda, mas a gente precisa de mais atenção para esses estados, porque a gente gostaria que todo mundo fosse representado, que todos os estados tivessem a sua opinião representada ali na pesquisa”, comentou Virgínia.
Intensificando ações
A diretora executiva adjunta Odisséia Pinto de Carvalho, que assumiu as atividades da Secretaria de Assuntos Educacionais da CNTE, apresentou sugestões para disseminar a pesquisa nos sindicatos.
“A gente precisa intensificar os meios de comunicação dos nossos sindicatos, não só da própria CNTE. Podemos fazer vídeos estimulando os nossos sindicatos para que a gente possa realmente ter um resultado efetivo”, falou Odisséia.
“Podemos sair daqui com esse compromisso de continuar divulgando a pesquisa, fazendo as reuniões com os nossos parceiros, nos nossos núcleos, dentro dos sindicatos, responsáveis pelo setor educacional, fazermos vídeos, mandarmos e-mail, WhatsApp, ligar. Vamos abraçar essa pesquisa porque é de suma importância para a CNTE”, finalizou a diretora.
No dia 31 de julho, quando acaba o prazo do questionário, o coletivo se reunirá novamente para analisar o panorama de participação de professores/as.
Participe do questionário
A CNTE firmou uma parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) para realizar uma pesquisa para entender a rotina dos/as professores/as. O questionário online e anônimo busca compreender como o contexto social e político atual no Brasil têm afetado o trabalho da educação.
O estudo, produzido pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP), se debruça sobretudo na rotina de professores/as dos anos finais do fundamental e do ensino médio que atuam na rede pública. Para responder, clique neste link.
“Nosso foco são professores/as dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, coordenadores/as, profissionais de educação especial”, disse Virginia.
Levam cerca de 25 minutos para responder o questionário. As perguntas abordam a relação com os estudantes, confiança na direção do estabelecimento de ensino, problemas com responsáveis e outros aspectos do trabalho docente.
Saiba mais sobre o questionário no site da CNTE


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