O SINTE-PI manifesta seu repúdio veemente à decisão do Conselho Deliberativo do IASPI, homologada pelo governador Rafael Fonteles na última sexta-feira (8), que impõe um reajuste de 5,6% nas contribuições do plano de saúde PLAMTA a partir de maio de 2026.
Essa medida, aprovada por 9 votos a 1, contou apenas com a resistência da representante do SINTE-PI, que manteve a coerência com a posição pública da entidade de não aceitar qualquer aumento que penalize ainda mais os trabalhadores da educação.
O aumento que sacrifica os servidores
O reajuste não vem acompanhado de melhorias na qualidade do atendimento. Pelo contrário, escancara a lógica perversa de transferir os custos da má gestão para os servidores.
Trata-se de um ataque direto ao bolso dos trabalhadores, que já enfrentam salários defasados e condições precárias de atendimento. O PLAMTA, criado para garantir saúde e dignidade, hoje se transforma em um peso financeiro sem contrapartida em qualidade.
Qual é a responsabilidade do governo?
O SINTE-PI exige transparência imediata sobre a real contribuição do governo estadual ao sistema e a correção dos descontos indevidos que vêm sendo aplicados nos contracheques dos trabalhadores sem qualquer justificativa.
É inadmissível que o Estado se exima de sua responsabilidade e transfira o peso da crise para aqueles que sustentam o serviço público. O reajuste de 5,6% não é solução, é a oficialização da precarização.
Resistência e luta
Ao se posicionar contra o aumento e manter sua representante firme no voto contrário, o SINTE-PI reafirma seu papel histórico como protagonista na defesa dos direitos dos trabalhadores da educação. Mais do que um ato administrativo, o reajuste revela um projeto político que fragiliza o servidor e fortalece a exclusão. Nossa resposta é clara: resistência, mobilização e denúncia.
O SINTE-PI seguirá firme na luta para que o Estado assuma sua responsabilidade e assegure saúde pública de qualidade para quem garante o funcionamento da educação no Piauí.


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