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Dia do Trabalhador

Trabalhadores ocupam a Praça da Liberdade: um 1º de Maio de luta e resistência em Teresina

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Na manhã desta sexta-feira, 1º de maio, Dia do Trabalhador, a Praça da Liberdade, no coração de Teresina, foi tomada por vozes exigindo dignidade, direitos e justiça social. Movimentos sindicais, estudantis e sociais se uniram em no Ato Público Unificado que reafirmou a centralidade da luta contra a escala 6x1, contra a pejotização e pelo fim da violência que atinge as mulheres.

Entre as lideranças presentes, destacou-se a manifestação da presidente do SINTE-PI, que foi categórica ao defender o fim da escala 6x1, modelo que obriga seis dias de trabalho para apenas um de descanso, considerado uma herança escravista.

Em sua fala, ela ressaltou que a unidade da classe trabalhadora é fundamental na transformação da sociedade brasileira, pontuando que “Temos que estar cada vez mais unidos para barrar os projetos neoliberais que caem de paraquedas na vida dos trabalhadores e trabalhadoras. Defendemos o fim da escala 6x1, a democracia, a educação pública de qualidade e a soberania nacional. Defendemos também a sustentabilidade e o fim do feminicídio. Juntos somos a força que transforma a sociedade!”, afirmou.

O ato também trouxe à tona outras bandeiras urgentes: o combate à pejotização, que transforma trabalhadores em CNPJs e retira direitos históricos; e a luta contra o feminicídio, lembrando que a violência contra a mulher atravessa o ambiente de trabalho e a vida cotidiana, exigindo políticas públicas eficazes e educação transformadora.

A mobilização em Teresina se insere em um contexto nacional. Em todo o Brasil, trabalhadores ocuparam praças e ruas exigindo o fim da escala 6x1 e apoiando o Projeto de Lei enviado pelo governo federal que propõe a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem corte salarial. Paralelamente, propostas de emenda à Constituição avançam no Congresso, prevendo jornadas ainda menores e até a semana de quatro dias.

O 1º de Maio em Teresina foi um chamado à resistência. Um ato que reafirma que nenhum direito será dado de graça, mas conquistado pela força da organização e da mobilização popular. A Praça da Liberdade é o espaço vivo que registra historicamente a luta da classe trabalhadora piauiense, que segue firme na defesa de seus direitos e na construção de um Brasil mais justo e democrático.

 

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