No Brasil, o Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) não é apenas uma data simbólica. É um marco político, cultural e social que reafirma a luta histórica da comunidade surda por reconhecimento, autonomia e participação plena. A LIBRAS não traduz apenas palavras, revela outras formas de existir, aprender e se expressar.
Inclusão além do discurso
A nota que circula nas redes resume bem o espírito da data: “Reconhecer a LIBRAS é ir além da inclusão simbólica, é garantir presença real, participação e autonomia para pessoas surdas em todos os espaços, especialmente na educação.”
Esse chamado é urgente. Ainda hoje, escolas e universidades brasileiras falham em oferecer intérpretes de Libras, materiais acessíveis e políticas pedagógicas que respeitem a diferença linguística e cultural da comunidade surda. A inclusão não pode ser apenas retórica, precisa ser prática cotidiana, com investimento público e compromisso institucional.
O movimento sindical também tem papel crucial ao pautar a acessibilidade como direito trabalhista e educacional, papel cumprido pelo SINTE-PI pelo compromisso extremo da entidade com a acessibilidade.
Escutar com os olhos
“Escutar com os olhos é um exercício coletivo.” Essa frase da nota é mais que metáfora: é um chamado à sociedade. ALIBRAS nos ensina que comunicação não é apenas som, mas gesto, corpo e cultura. Incluir de verdade exige compromisso cotidiano nas escolas, serviços públicos, nos meios de comunicação e nas políticas de estado.
O Dia Nacional da LIBRAS não é apenas celebração, de fato é denúncia e reivindicação. É lembrar que sem acessibilidade não há cidadania. É afirmar que a comunidade surda não aceita ser invisibilizada. É exigir que o Brasil escute com os olhos e reconheça, na prática, que LIBRAS é língua, é cultura, é resistência.


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