Com uma vitória expressiva de 93,76% dos votos, a Chapa 10 “Unidade para Lutar e Conquistar” consolidou-se como força hegemônica nas eleições da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) para o quadriênio 2026–2030. A chapa reúne diversas tendências sindicais, ArtSind, CSD, CTB, AE, MS, Avante, Intersindical e Bloco Alternativo, em torno de um projeto coletivo que reafirma a centralidade da educação pública como direito social e instrumento de transformação nacional.
Entre os nomes que compõem a nova direção estão Paulina Almeida, presidente do SINTE-PI, e Mercês Silva, presidente do Núcleo Regional de Regeneração, que se somam ao grupo liderado por Fátima Silva, eleita presidenta da CNTE. A posse ocorreu no domingo (18), durante o encerramento do 35º Congresso da CNTE, realizado em clima de unidade e mobilização.
O compromisso assumido pela direção é o de fortalecer a luta por avanços reais na valorização dos profissionais da educação e na defesa intransigente da escola pública. Em um cenário de disputas políticas e tentativas de mercantilização do ensino, a CNTE reafirma sua posição histórica como trincheira contra retrocessos e como voz ativa na construção de um projeto de país baseado na justiça social.
A eleição de Fátima Silva carrega ainda um peso simbólico: em uma categoria composta majoritariamente por mulheres, ela é a segunda mulher a presidir a entidade. A primeira foi Juçara Dutra Vieira (2002–2008). O fato reforça a dimensão feminista e democrática da luta sindical, projetando a presença das mulheres não apenas como maioria na base, mas também como protagonistas na condução política da Confederação.
Reconduzida à direção executiva da CNTE, Paulina Almeida reafirmou o compromisso da entidade com a construção de um projeto de nação em que a justiça social seja eixo estruturante. Para ela, a CNTE não se limita à defesa corporativa: é um pilar estratégico na luta pela escola pública, pela valorização de seus profissionais e pela garantia de um futuro democrático para o Brasil.
“A CNTE é um pilar fundamental na defesa da escola pública, dos seus profissionais e do futuro do nosso país. Em jogo está a garantia de um direito social básico: uma educação de qualidade, inclusiva, democrática, laica e socialmente referenciada”, destacou.
A fala da presidente do SINTE-PI ecoa em um contexto de intensificação das disputas sobre o papel do Estado e das políticas educacionais. Ao recolocar a educação como direito social e não como mercadoria, a CNTE reafirma sua posição histórica contra projetos privatistas e excludentes, defendendo uma escola que seja instrumento de emancipação e cidadania.
Mais do que uma pauta sindical, trata-se de uma agenda nacional: assegurar que a educação pública seja o alicerce de um país soberano, capaz de enfrentar desigualdades estruturais e consolidar uma democracia efetiva.
Plano de lutas
O 35º Congresso da CNTE também aprovou o plano de lutas que orientará a organização e a mobilização da entidade no próximo período. Entre outros pontos, o plano de lutas aprovado reafirma a defesa intransigente da educação pública, gratuita, laica, democrática e socialmente referenciada.
O fortalecimento do financiamento educacional, a valorização dos profissionais da educação, com destaque para a Lei do Piso, além da luta por melhores condições de trabalho, outras formas de retrocesso nos direitos sociais também estão no documento.


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