Com o início de dezembro, o SINTE-PI também se preocupa com a saúde dos/as trabalhadores/as e volta os olhos para a campanha “Dezembro Vermelho”, dedicada à prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A data é também momento para refletir sobre o estigma persistente e reforçar a importância da informação, solidariedade e acesso universal à saúde.
- Segundo o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, referente a 2024, a detecção de novos casos de HIV no Brasil totalizou 39.216 infecções — o equivalente a 18,4 casos por 100 mil habitantes, um leve aumento de 2,6 % em relação a 2023.
- Já os novos casos de AIDS registrados em 2024 chegaram a 36.955, o que representa uma taxa de 17,4 casos por 100 mil habitantes — uma pequena queda de 1,5 % no comparativo anual.
- A boa notícia: a mortalidade por AIDS atingiu a menor taxa desde 2013, com 3,4 óbitos por 100 mil habitantes — em números absolutos, 9.157 mortes em 2024.
- Em termos de resposta à epidemia, o Brasil alcançou um marco: 96 % das pessoas estimadas vivendo com HIV já estão diagnosticadas — superando a meta global definida pela UNAIDS.
- Atualmente, o país possui cerca de 1,1 milhão de pessoas vivendo com HIV.
Esses números registram avanços importantes — resultado das políticas públicas de prevenção, testagem, acesso gratuito a tratamento e das campanhas de mobilização. Ainda assim, a epidemia está longe de estar superada e que muitos desafios persistem.
Dezembro Vermelho: mais que uma campanha, um compromisso
Dezembro Vermelho não é apenas um mês de campanhas simbólicas — é uma oportunidade concreta de mobilização de toda a sociedade. A responsabilidade não é apenas do Estado ou dos serviços de saúde: é de cada pessoa, instituição, escola, sindicato, movimento social. É hora de promover empatia, solidariedade e informação.
Vivemos em um momento crucial: com avanços reais na prevenção e tratamento, temos nas mãos a chance de transformar a epidemia numa resposta eficaz de saúde pública, inclusão social e justiça. Mas isso requer vontade política, recursos, consciência e — acima de tudo — humanidade.


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