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Militarização

NÃO A MILITARIZAÇÃO DAS ESCOLAS DA REDE ESTADUAL

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O Sinte-PI convoca todos/as os/as trabalhadores/as em educação pública do Piauí para que compareçam a Sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da que será realizada nesta terça-feira, a partir das 9h, na Alepi, se posicionando contra a proposta do governo Wellington Dias de entregar a gestão de escolas da rede estadual, públicas e gratuitas à Polícia Militar do Piauí, no âmbito da onda de “militarização” das escolas públicas como uma resposta à crescente violência contra professores, servidores e entre os(as) próprios(as) estudantes, que, em vez de solução, representa, na verdade , um grande retrocesso e viabiliza mais um forte ataque a educação.

O processo e a defesa da militarização das escolas públicas vai de encontro a concepção da escola como espaço democrático, de formação cidadã, tendo por base a espetacularização dos casos de violência nas escolas, levando segmentos da sociedade a perceber a militarização da escola como uma das soluções para a insegurança do dia a dia.

A escola é reflexo da sociedade onde está inserida. Não há possibilidade de espaços educativos e familiares serem oásis de tranquilidade. Quanto mais violenta e discriminadora for a sociedade mais ações dessa natureza serão reproduzidas.

A situação atual no Brasil, direciona muitas pessoas a crença de que somente a disciplina militar e a repressão enquadram os agentes de atos de violência na comunidade escolar. As manifestações de agressividade possuem múltiplas faces, uma delas é o punitivismo adotado pelos modelos militares.

Somos contra a substituição do debate de ideias pela coerção; contra o regime disciplinar arbitrário; contra a concepção de que o bom cidadão tem que ser obediente, mesmo as custas da individualidade e de seus direitos; contra a proposta de regime de dominação rigorosa reproduzindo a dominação e a violência da nossa sociedade.

A adoção de soluções “mágicas”, externas aos processos educativos, exclui os/as trabalhadores/as do fazer escolar, “passando um atestado” de que nós, a comunidade escolar e a sociedade somos incapazes de superar os quadros de indisciplina e de educar com democracia, respeito, ética, solidariedade, ao contrário da percepção do Sinte-PI, de que, na construção de uma sociedade mais justa, é fundamental uma formação democrática e cidadã.

 

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