Trabalhadores/as da Educação básica e superior pública e estudantes das escolas públicas, dos sindicatos e Centrais Sindicais, da UFPI, UESPI e do IFPI pararam Teresina em defesa da aposentadoria e contra os cortes de investimento do governo na Educação.
O Sinte-PI convocou a população para uma manifestação histórica, que, na manhã desta quarta-feira, 15 de maio, reuniu milhares de pessoas em frente ao prédio do INSS, no Centro de Teresina, contra o bloqueio de verbas para a educação e a proposta de reforma da Previdência, prejudicial a classe trabalhadora como um todo e, em particular, as professoras, tendo em vista que altera a idade mínima e o tempo de contribuição destas.
A seguir, já com milhares de pessoas, e após as manifestações de diversas lideranças sindicais e dos movimentos sociais e estudantil, o ato teve continuidade se unindo aos/as trabalhadores/as municipais de Teresina, na perspectiva de unicidade do Fórum pelos Direitos e Liberdades Democráticas, que congrega as Centrais Sindicais do Piauí.
A realização de atos na Prefeitura de Teresina, contra a administração Firmino Filho, no prédio dos Correios, em protesto em relação aos processos de privatização, como no caso da ECT, e em frente ao Palácio de Karnak, contra o governo Wellington Dias, fizeram parte do roteiro da greve, complementada por uma grande passeata pela Avenida Frei Serafim.
A pauta de reivindicações da Greve Nacional da Educação também inclui o fim do patrulhamento ideológico nas universidades, da Lei da Mordaça e da política de barbárie neonazista do (des) governo Bolsonaro, envolvendo cortes na área da Educação e o fim do Fundeb.
A adesão de diversos setores, entre os quais comerciários, ruralistas, bancários e mostra que não só os trabalhadores em Educação, mas toda a sociedade se posiciona contra os cortes de recursos da Educação.
RASTILHO DE PÓLVORA
A mobilização contra a reforma da Previdência e em defesa da aposentadoria teve início em escolas do ensino básico, fundamental e médio das redes pública estadual e municipal de todo o país e foi ampliada para o ensino superior, técnico e escolas da rede privada após o anúncio dos cortes de recursos na educação anunciados pelo (des) governo Bolsonaro.
MOVIMENTO PAREDISTA
A greve também marca a posição dos trabalhadores em educação, dos estudantes e da sociedade contra o sucateamento e a mercantilização da educação pública, o movimento se fortaleceu com o corte de 30% do recursos direcionados a Educação.
O argumento governamental para tentar justificar o desmonte da Educação, é o de que as pesquisas científicas são realizadas principalmente nas faculdades e universidades privadas.
Esta afirmação evidencia desinformação ou mentira, pois, de acordo com um estudo da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior (CAPES), entre os anos de 2011 e 2016, mais de 95% das publicações cientificas referem-se às universidades públicas.


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