A greve dos trabalhadores e trabalhadoras em educação da rede estadual no Piauí completa hoje 98 dias. E mostra o autoritarismo do governo estadual em sequer abrir um canal de diálogo com o SINTE, entidade que representa a categoria.
O desrespeito com os estudantes, que já vem sendo prejudicado desde a pandemia, é notório na própria estrutura das escolas que deveriam ter sido preparadas para receber os alunos com condições dignas de aprendizado e equipada com o mínimo das recomendações sanitárias da OMS (organização Mundial de Saúde), uma vez que os casos de Covid-19 voltam a cresce no Brasil.
O comando de greve do SINTE-PI está intensificando as visitas às escolas para conversar com a direção, coordenadores e servidores que, por ventura, estejam nas escolas. As visitas estão aco0ntecendo simultaneamente na capital e também nos Núcleos Regionais distribuídos em todo o Estado.
Na oportunidade, os dirigentes do SINTE-PI esclarecem várias dúvidas em relação à greve e os aspectos jurídicos, como o Decreto publicado pela governadora Regina Sousa, onde ameaça aos servidores com corte de ponto, corte de salários, transferência de lotação e até contratação de substitutos.
A repercussão desse decreto estadual motivou a manifestação, através de notas e moção de repúdio, de várias entidades sindicais e sociais inclusive de outros estados.
“Durante toda essa semana vamos intensificar as visitas nas escolas e mostrar para os servidores da educação que ilegal é o governo do estado que não cumpre uma Lei Federal, que é a Lei do Piso e paga o reajuste de 33,24% dos trabalhadores da educação. Continuaremos firmes até a vitória!”, finalizou Paulina Almeida, presidente do SINTE-PI.


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