O governo Regina Sousa mostra a sua verdadeira face para a população do Piauí, a de inimigo da classe trabalhadora e do movimento sindical, ao se recusar, oficialmente, a participar de uma Audiência de Conciliação para discutir as pautas dos trabalhadores da rede estadual de educação em greve há 84 dias.
Não surpreende ao Sinte Piauí que o governo estadual, exponha a sua incompetência em atender as demandas dos servidores da educação, que lutam contra o arrocho salarial, tentando induzir o judiciário piauiense a reprimir e desqualificar a greve.
Esta posição vai de encontro as narrativas e aos discursos da governadora e de membros do primeiro escalão do seu governo na imprensa, alardeando que defendem o diálogo com os trabalhadores em educação pois, na verdade, este diálogo institucional nunca existiu, apesar das solicitações formais do Sinte Piauí.
Além de grave, este posicionamento, confirma que o governo tem como alvo prioritário dos seus ataques, a educação pública e os trabalhadores em educação, tal e qual o governo Bolsonaro. Tanto que defende medidas, que representam um extremo atentado ao direito de greve e a organização dos trabalhadores.
Portanto, na perspectiva de pressionar o sindicato a ceder, abdicando da participação na Audiência de Conciliação, de fato a governadora deixa evidente que não tem a mínima pretensão de se comportar como estadista e avançar de forma democrática em relação a greve.
O governo estadual age como qualquer governo neoliberal, mentindo, ameaçando, assediando e tentando criminalizar o movimento grevista. Acentuamos que tratar como criminosas as ações de movimentos sociais é um retrocesso, por afetar direitos constitucionais, como o de greve e o de livre manifestação,
Sublinhamos a responsabilidade da governadora Regina Sousa, assim como a do seu antecessor, Wellington Dias, pela greve, a princípio, por não pagarem os reajustes salariais dos anos de 2019, 2020 e 2022, compromisso imposto pela Lei do Piso, e, em segundo lugar por não negociarem com a categoria, e tentarem desclassificar os direito de manifestação e organização, assegurados na Constituição pela luta dos movimentos sociais.
O mínimo que a sociedade piauiense precisa é que as duas partes negociem para solucionar o impasse. Pelo menos, agora, a população não tem mais dúvida sobre qual lado é intransigente, a ponto de se recusar a participar de uma Audiência de Conciliação.
O Sinte Piauí continua defendendo a necessidade do diálogo institucional e democrático. Temos compromisso com a legalidade, em manter o movimento grevista pautado pelo que dispõe o art. 8º da Constituição Federal, bem como a lei 7783/89 que regulamenta e estabelece o direito de greve dos servidores públicos civis.
# DIREÇÃO SINTE PIAUÍ #
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