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Educação em Greve

Audiência Pública expõe desmonte da educação na rede estadual

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Proposta pelo deputado Marden Menezes (PP), a Audiência Pública realizada na manhã desta quarta-feira (6), na Assembleia Legislativa do Piauí, pela da Comissão de Educação, Cultura e Saúde, fez, não uma radiografia, mas uma "ressonância magnética" da situação crítica da educação pública na rede estadual.

Nas manifestações da presidenta da entidade, Paulina Almeida, do diretor da secretaria de assuntos sindicais, João Correia, do diretor de especialistas, Evandro Santos, do diretor de assuntos municipais, Fábio Matos, do diretor da secretaria de formação, Josivaldo Martins, da presidenta do Núcleo Regional de Piripiri, Iolete Pereira e do presidente do Núcleo Regional de Altos, Edivaldo Martins, o Sinte Piauí deixou patente, no 43º dia da greve geral da categoria, que o movimento paredista envolve diversas questões da agenda de lutas dos trabalhadores e trabalhadoras da rede estadual. A questão dos reajustes salariais de 2019, 2020 e 2022, é a mais aguda delas, pois, ao lado do fim dos descontos previdenciários dos aposentados, representa uma questão de vida ou morte, para a maior parte da categoria.

Presidida pela deputada Teresa Britto (PV), vice-presidente da Comissão e contando com a participação efetiva dos deputados Gustavo Neiva (PP) e B. Sá (PP), no curso da Audiência também foram dissecados os problemas de infraestrutura das escolas, a sub vinculação e o rateio de 60% do precatório do Fundef para a educação, o Plano Estadual de Educação e o Programa de Alfabetização de Jovens, Adultos e Idosos (Proaja), cujos possíveis desvios já estão sendo investigados, de cordo com os membros da auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Cumpre ressaltar a ausência do secretário de educação, Ellen Gera, e do Ministério Público do Piauí, convidados formalmente para esta Audiência Pública.

 Paulina Almeida sintetizou a situação afiançando que “A pauta da nossa valorização profissional está na gênese da construção da educação pública de qualidade. No entanto, há quatro anos só conseguimos o reajuste salarial quando a greve foi judicializada. Depois deste processo não tivemos nenhum reajuste, com o descumprimento da Lei do Piso em 2019, 2020 e agora em 2022.” Ao finalizar, destaca que “com o agravante de um governador que foi líder sindical, não se dignar a se reunir com o maior sindicato do estado, mesmo que fosse só pelo respeito institucional. Assim, a greve representa a solução limite para que uma negociação ocorra.”

Ao final da Audiência Pública foi aprovado um requerimento do deputado Marden Menezes solicitando ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) o envio de informações sobre a utilização dos recursos do precatório do Fundef pelo Governo do Piauí, material que posteriormente será entregue ao setor jurídico do Sinte PI.

                                                    Fonte Vídeo: Socorro Silva / CUT PI 


 
 

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