Nos últimos anos à educação têm sofrido ataques sistemáticos. Entre desmontes, sucateamento e desvalorizações, encontramos ações que comprometem o conceito de espaço democrático e libertador das escolas públicas, que foram conquistados após diversos anos de luta. Tramita na Assembleia Legislativa do Piauí um projeto de Lei Nº 051/2019 que viabiliza a criação de Colégios militares com jurisdição e subordinação a Polícia Militar (PM). O projeto de autoria do Cel. Carlos Augusto (PR) concede autonomia a Instituição Militar para chefiar colégios de ensino fundamental e médio no Estado do Piauí.
Inicialmente a discussão do paradoxo entre gestões escolares e da polícia, principalmente a militar, ainda carrega resquícios do período que censurou e inibiu a pluralidade de idéias. Afirmamos que para gerir um ambiente escolar antes de tudo, o indivíduo deve ser um educador. Acreditamos que o modelo proposto de militarização das escolas sob a premissa de combate a violência, é apenas uma maquiagem para os reais problemas da educação. Militarizar escolas significa reforçar estigmas, estereótipos e preconceitos como autoritarismo, elitismo, higienização, ferindo assim os pilares que sustentam a educação.
O SINTE-PI acredita que é necessário encontrar uma solução democrática que atenda todos (as) os (as) alunos (as) de forma igualitária sem segregação, por meio de aumento nos investimentos nas escolas públicas civis, políticas públicas que coíbam situações de forma integral sem dar margem ou acentuar os problemas já citados. Por isso reiteramos o nosso repudio a toda proposta estadual ou federal que retire ou censure a liberdade do corpo docente. Somos contra a militarização, não toleraremos o retrocesso!


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