O Conselho Geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica Pública no Estado do Piauí (SINTE-PI), se reuniu, extraordinariamente, de forma remota, no dia 25 de janeiro de 2021, para deliberar sobre a greve da categoria, tendo em vista a crise sanitária causada pela Covid19:
- Considerando: as dificuldades e restrições que enfrentamos em função da pandemia que se alastra por todo o Estado do Piauí;
- Considerando: a necessidade de encerrar o período letivo 2020 sem prejuízo para os alunos;
- Considerando: o baixo índice de servidores da educação em greve no Estado do Piauí;
- Considerando: a ameaça do gestor estadual em realizar os descontos nos contracheques desses servidores guerreiros que se mantém em greve;
- Considerando: a Portaria SEDUC-PI/GSE Nº 51/2021 que determina que as aulas do período do ano de 2021 serão, inicialmente, remotas.
O Conselho Geral do SINTE-PI aprova que o movimento paredista, deflagrado há 11 meses, assuma, temporariamente, o caráter de Estado de Greve, para finalizarmos o período letivo de 2020 e, posteriormente, discutir com a categoria o posicionamento sobre o período letivo de 2021.
Reforçamos que nos mantemos na luta pelo cumprimento da lei do Piso, que há três anos, contando com a campanha salarial deste ano, o governador Wellington Dias, levianamente, ignora. Sabemos que o movimento grevista não é o único meio de defendermos os direitos da categoria, continuamos na luta fazendo nossas manifestações (lives, outdoors, notas na TV, carreatas, notas nas mídias etc.).
Acentuamos o pleno engajamento do SINTE PIAUÍ na luta dos aposentados, vilipendiados pelo Governo do Wellington Dias, na perspectiva de que barraremos as cobranças previdenciárias e conseguiremos o reajuste dos seus proventos.
No que diz respeito às aulas remotas, exigimos que o governo estadual disponibilize os recursos tecnológicos necessários para a categoria e para os alunos, pois somente assim teremos uma educação pública de qualidade neste formato.
Acompanharemos o retorno dos servidores grevistas, para que não sejam perseguidos pela gestão estadual, mantendo-os na escola que estavam lotados no início do movimento.
Mantemos o nosso entendimento de que o retorno das aulas no formato presencial só deve ocorrer após a vacinação de todos os trabalhadores em educação, uma vez que a vida está acima de qualquer outro direito.
Portanto, o Estado de Greve representa um recurso jurídico político que usaremos neste momento, no intuito de minimizar os prejuízos econômicos para a categoria e evitar a criminalização dos que não fecharem o período letivo.
Sempre na luta pelos direitos dos trabalhadores em educação do Estado do Piauí.
Conselho Geral do SINTE PIAUI


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