Nesta quinta-feira (30), o Sinte Piauí, representado por parte de sua diretoria estadual, sob a liderança da presidente da entidade, Paulina Almeida, se reuniu com o secretário estadual de educação, Ellen Gera, e equipe técnica da Secretaria Estadual de Educação. Também integraram a reunião o presidente da CUT-PI, Paulo Bezerra, o deputado estadual, João de Deus, a diretora da CNTE, Odeni de Jesus, e a secretária de articulação institucional, Núbia Lopes.
Cabe observar que esta reunião resultou da pressão da categoria e do seu sindicato para que o governo Wellington Dias, cumpra concretamente o seu papel constitucional e político, coloque, de fato, na sua agenda e discuta as pautas pertinentes aos trabalhadores em educação básica da rede estadual, entre as quais a subvinculação dos precatórios do Fundef, a ADIN impetrada pelo governo estadual ao STF (Supremo Tribunal Federal), a reforma da Previdência e o consequente desconto dos aposentados, mudanças de classe e nível, aposentadorias e os dois anos de arrocho, sem reajuste salarial, absurdo exposto nacionalmente pelo Sinte Piauí.
Em relação a subvinculação de 60% do Fundef para os trabalhadores, foi exposto que, ao recorrer ao STF, o governo Wellington Dias repetiu a mesma atitude nefasta, como quando entrou, naquela Corte, com a Ação Direta de Inconstitucionalidade que transfere os trabalhadores para o INSS.
Ao mesmo tempo, Paulina Almeida deixou claro que, além do Sinte Piauí ter recorrido judicialmente, os pareceres do Tribunal de Contas da União tem somente caráter administrativo e que o STF ainda não tem decisão firmada sobre o tema, portanto não há impedimento para que o governo, além da falta de vontade política, respeite, pela força da Lei, a subvinculação de 60% dos precatórios do Fundef para a categoria.
No curso da reunião, foi criticada, pela equipe do sindicato, a postura do governo Wellington Dias, sempre prejudicando, massacrando a categoria. Para a presidente do sindicato, “A greve ainda existe e é legal. É uma luta pelos reajustes legítimos de 2019 e 2020. O governador assumiu o compromisso de resolver, em abril, o reajuste de 2019, e não cumpriu. Antes de falar de retorno das aulas, é fundamental incidir na resolução do reajuste salarial”, firmou Paulina, destacando que o reajuste do ano de 2019, de 4,17% não entrou no contra cheque dos aposentados e que, apesar dos esforços da entidade para pautar o reajuste do ano de 2020, a Alepi (Assembleia Legislativa do Piauí) aprovou uma proposta sem percentual, que seria depois estabelecido por decreto, o que nunca foi feito.
Foi debatida também a formulação do protocolo de retorno às aulas presenciais, Ellen Gera convidou o Sinte Piauí para participar do Comitê que elaborará o protocolo de retomada das aulas presenciais, envolvendo protocolos sanitário, pedagógico, de recursos humanos e de contingência, que será alvo de uma consulta pública, na Alepi, para um ajuste final, considerando a crise sanitária desencadeada pelo Covid-19.
A presidente do Sinte Piauí concordou com a realização de uma Audiência Pública sobre esta questão, patenteando que “somos desfavoráveis neste momento ao retorno as aulas. Vamos trabalhar para que não ocorra no atual cenário da pandemia, pois a nossa maior preocupação é com a vida”
A implementação do programa Educar Piauí foi pautada pelo secretário de educação, que fez um breve histórico sobre a formulação deste programa, abrindo as reuniões de desenvolvimento dos projetos do referido programa para participação do Sindicato.
Destacando que o referido programa apresenta pontos positivos, Paulina Almeida observou que ele foi construído sem diálogo com o sindicato, sem a participação dos principais protagonistas da educação pública, os trabalhadores em educação, comprovando a falta de debate com a categoria.
Neste contexto, o Sinte Piauí, objetivando resolver concretamente as questões pendentes, defende a necessidade de uma reunião com o Governador Wellington Dias. Assim, mais uma vez irá requerer uma audiência com este, com urgência, para discutir as demandas da nossa categoria.


Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentar