RSS
  Whatsapp
Home    |    Notícias    |    Notícias

Gênero

20 anos da Lei Maria da Penha: uma conquista histórica que exige vigilância permanente

Compartilhar

 

ara nós, trabalhadoras da educação básica pública, categoria composta majoritariamente por mulheres, a Lei Maria da Penha tem um significado especial. Ela não apenas protege nossas vidas, mas também reafirma que o espaço de trabalho e de militeância sindical deve ser livre de qualquer forma de violência.

O SINTE-PI têm denunciado que muitas mulheres sofrem agressões inclusive no ambiente profissional, sem o devido amparo psicológico e institucional. É por isso que defendemos a incorporação de cláusulas de proteção às trabalhadoras em situação de violência nas convenções coletivas, garantindo condições para que possam romper o ciclo abusivo sem perder o emprego.

A Lei Maria da Penha não é uma lei meramente punitiva, mas que também trata da prevenção, assistência e garantia de direitos. O desafio atual é efetivar plenamente suas diretrizes, entre estas, ampliar casas abrigo, fortalecer Defensorias Públicas, garantir autonomia econômica às mulheres e inserir a educação para igualdade de gênero nos currículos escolares. Sem políticas públicas robustas e sem transformação cultural, continuaremos enxugando gelo.

Celebrando as duas décadas desta Lei reconhecemos a coragem de Maria da Penha e de tantas mulheres que transformaram dor em resistência. Mas é também reafirmar que nossa luta não terminou. O feminicídio é o último estágio de um ciclo que começa com o controle, a humilhação e a violência psicológica. Romper esse ciclo exige ação articulada entre Estado e sociedade, exige sindicatos vigilantes e que cada uma de nós se reconheça como protagonista dessa luta.

O SINTE-PI conclama suas filiadas e toda a categoria a transformar o Agosto Lilás em um mês de mobilização permanente. Porque a vida das mulheres não pode esperar. Porque nenhuma violência é aceitável. Porque a educação pública, feita majoritariamente por mulheres, só será plena quando todas puderem viver livres da violência.

Pela vida das mulheres, a luta é de todas e todos!

Mais de Notícias