O governo do Piauí celebra avanços na educação, exibe números de matrículas, índices de alfabetização e programas de inovação pedagógica. Desmontando esse discurso, recente estudo do “Movimento Profissão Docente”, revela que o Piauí ocupa o último lugar no ranking nacional de remuneração final dos professores das redes estaduais.
No topo da carreira, um docente piauiense recebe, em média, r$ 5.090,10, menos do que qualquer outro colega em qualquer outro estado brasileiro. Assim, enquanto a retórica oficial fala em “valorização” e “compromisso com a educação”, a prática revela um modelo de carreira achatado. Ao longo dos anos os docentes não encontram estímulo para permanecer na sala de aula.
No Piauí a amplitude salarial é inferior a 3% entre o início e o fim da carreira, um índice vergonhoso, que coloca o estado lado a lado com Santa Catarina na estagnação remuneratória. Essa política de remuneração não é apenas injusta, é desmobilizadora, compromete a formação continuada, a busca por titulação e, sobretudo, a permanência na profissão.
Enquanto o Mato Grosso do Sul paga mais de r$ 13 mil de salário inicial e o Ceará garante quase 90% de aumento após 15 anos de carreira, o governo do Piauí insiste em manter seus docentes no patamar mais baixo da federação.
Além dos números, falamos de dignidade profissional, de justiça social e de compromisso real com a educação pública. Um estado que paga o pior salário final do Brasil aos seus professores não pode se apresentar como referência em políticas educacionais. O discurso oficial precisa ser confrontado com a realidade, qual seja, sem valorização docente, não há avanço sustentável na educação.
É nesse cenário que na Campanha Salarial deste ano o sindicato ergue a bandeira da valorização e denuncia a incoerência entre o discurso e a prática governamental. A luta pelo novo Plano de Carreira é a resposta concreta da categoria a esta realidade,
Denunciamos essa contradição e exigimos mudanças estruturais no Plano de Carreira. o governo precisa rever sua política remuneratória, garantindo o reconhecimento ao longo da trajetória profissional. A Campanha Salarial de 2026 não é apenas uma pauta sindical, é a luta pela qualidade da escola pública e pelo futuro dos estudantes piauienses.


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