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Escravização

SINTE-PI na linha de frente contra o trabalho escravo

Manifestação denuncia exploração e exige ação efetiva do Estado

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O SINTE-PI esteve presente, com diversas entidades populares e sindicais, na manifestação realizada na manhã desta terça-feira (28), na Praça Rio Branco, em Teresina, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A atividade integrou a campanha da Justiça do Trabalho intitulada “Trabalho escravo não é coisa do passado. É crime e pode estar em qualquer lugar”, alertando a sociedade para a permanência desse crime no Brasil.


Trabalho escravo: realidade cruel e atual
Apesar de muitos acreditarem que o trabalho escravo pertence ao passado ou está restrito as áreas rurais, os números desmentem essa visão. Em 2024, o país registrou 4.515 denúncias de trabalho em condições análogas à escravidão, o maior número da série histórica. Nos últimos quatro anos, foram mais de 26 mil denúncias, segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, revelando que a exploração segue firme, sustentada por setores econômicos que lucram com a violação de direitos humanos.
A legislação brasileira define como trabalho escravo contemporâneo situações de jornada exaustiva, condições degradantes, servidão por dívida, trabalho forçado ou restrição da liberdade de locomoção. Não são necessárias correntes ou armas, basta a negação de direitos básicos, o isolamento social e a naturalização da exploração.
Resgates e protocolos
Entre 1995 e 2024, 65.598 pessoas foram resgatadas de condições análogas à escravidão no Brasil, uma média de mais de duas mil vítimas por ano. O enfrentamento é uma obrigação internacional e nacional, prevista em convenções da OIT, na Constituição e no Código Penal.


A luta continua
O SINTE-PI reafirma que combater o trabalho escravo é lutar por uma sociedade justa, democrática e igualitária. Não basta campanhas: é preciso políticas públicas efetivas, fiscalização rigorosa e punição exemplar para quem insiste em explorar trabalhadores e trabalhadoras.
Denuncie!
Casos suspeitos podem ser denunciados, inclusive de forma anônima, pelos seguintes canais:
•     Disque 100 – Direitos Humanos
•     Ministério Público do Trabalho (MPT)
•     Sistema Ipê Trabalho Escravo (Ministério do Trabalho e Emprego)

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