Nesta segunda-feira (23), o Brasil celebra o Dia Nacional do Piso Salarial de Professoras e Professores, uma data que não é apenas simbólica, mas que reafirma a luta histórica da categoria pela valorização do magistério público.
O SINTE-PI destaca que cada conquista foi fruto de mobilização, pressão e unidade da classe trabalhadora, liderada pela CNTE e pela CUT, mas alerta: os desafios permanecem nos estados e municípios.
Em 2026, após intensa pressão da CNTE, o MEC oficializou o novo piso salarial em R$ 5.130,63, com reajuste de 5,4% e efeitos retroativos a 1º de janeiro. A vitória foi consolidada pela MP nº 1.334/2026, que mudou o critério de cálculo do piso, garantindo ganho real ao somar inflação e parte da variação das receitas do Fundeb.
Essa conquista impede reajustes simbólicos e assegura, no mínimo, a recomposição inflacionária. Além disso, a Lei nº 15.326/2026, sancionada pelo governo Lula, reconheceu a centralidade das professoras e professores da educação infantil, fortalecendo a luta por igualdade de direitos dentro do magistério.
Mas o SINTE-PI reafirma que piso não é teto, é base mínima de direitos. A luta no Piauí segue firme pela reestruturação da carreira, valorização por formação e condições dignas de trabalho.
No estado, o sindicato protagonizou a defesa da realização do concurso público, realizado no último domingo (22), uma luta contínua diante da limitação de vagas imposta pelo governo e da ausência de concurso para funcionários de escola.
A mesma luta que garantiu reajustes salariais acima do que o governo havia divulgado, beneficiando ativos, aposentados, professores e funcionários, conquistando na Campanha Salarial deste ano:
- Para o magistério, reajustes entre 5,60% e 9,60%, valorizando tempo de serviço e ascensão de nível.
- Para funcionários de escola, reajuste de 5,6% a partir do salário mínimo para operacionais, e reajuste linear em toda a carreira para técnicos administrativos e nível superior.
O SINTE-PI reafirma que a valorização do magistério vai além do piso: queremos uma carreira estruturada, justa e digna, que reconheça o papel central das trabalhadoras e trabalhadores da educação na construção de um país mais democrático e igualitário.


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