Na terça-feira (10) o SINTE-PI participou de mais uma rodada da Mesa de Negociação Permanente (MENP) com representantes do governo estadual, SEAD, SEDUC e SERES, para discutir pontos centrais da pauta da educação, a exemplo do reajuste salarial, tabela do magistério, Plano de Carreira, concurso público, gratificações, sábados letivos e demais reivindicações históricas da categoria.
O governo apresentou encaminhamentos tímidos e insuficientes, como a promoção de apenas 120 processos de mudança de padrão/classe de funcionários de escolas; a integralização da complementação do piso do magistério somente a partir de março, restrita a ativos e aposentados e a continuidade da discussão do Plano de Carreira sem garantias concretas, limitando-se a análises técnicas e impactos financeiros.
No ponto mais sensível, o reajuste salarial, o secretário de Administração, Samuel Nascimento, apresentou justificativas frágeis para a proposta enviada à ALEPI e insistiu em manter a tabela de reajuste salarial em “discussão”. Com firmeza a presidente do SINTE-PI, Paulina Almeida, deixou evidente que a proposta não atende às necessidades da categoria e não garante a continuidade do processo de desachatamento da carreira, iniciado após a greve histórica de 2025. O sindicato exigiu que o governo ampliasse a proposta e reconhecesse, na prática, o valor do trabalho dos profissionais da educação.
Foram cinco horas de reunião, marcadas pela firmeza da equipe do sindicato expondo a perspectiva da categoria de avanço efetivo nas propostas do governo. Após a pressão do SINTE-PI o governo reconsiderou a sua posição e concordou em reabrir a discussão sobre a tabela salarial dos trabalhadores da educação. Uma nova rodada de negociação foi agendada para a próxima segunda-feira (16), a partir das 14h, na sede da Secretaria de Administração.
O SINTE-PI não aceita retrocessos ou propostas que mantenham a categoria sufocada por salários defasados. A luta continua, e só com unidade e mobilização será possível garantir valorização real, carreira digna e respeito aos trabalhadores da educação do Piauí.


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