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INCLUSÃO

Sinte-PI participou da reunião nacional de organização de trabalhadores com deficiência na CUT

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Representantes da CUT-SC participaram, nos dias 16 e 17 de maio, em São Paulo, da reunião do Coletivo Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras com Deficiência da CUT. O encontro reuniu representantes de nove estados brasileiros para debater organização, acessibilidade, qualificação profissional e fortalecimento das pautas da pessoa com deficiência no mundo do trabalho. Representaram a CUT-SC o servidor municipal de Biguaçu, Carlos Eduardo Goterra, e a servidora municipal de Blumenau, Karem Resende, que coordenam o Coletivo Estadual de Trabalhadores com Deficiência da CUT-SC.

Além de Santa Catarina, participaram representantes do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Piauí, Distrito Federal e Paraíba. O encontro marcou a retomada das reuniões presenciais do coletivo nacional desde o último Encontro Nacional de Trabalhadores com Deficiência, realizado em 2024.

Entre os principais encaminhamentos da reunião esteve a aprovação do regimento interno do coletivo nacional, construído pelas próprias lideranças com deficiência da CUT. O documento estabelece regras de participação, representação e tomada de decisão, fortalecendo politicamente o coletivo e garantindo maior peso às pautas dos trabalhadores e trabalhadoras com deficiência dentro da Central.

Segundo Karem Resende, a construção do regimento representa um importante avanço político para a organização nacional do coletivo “A criação do regimento interno foi um ato político de empoderamento. Ele foi construído por nós e para nós, definindo regras claras de participação, representação e tomada de decisão. Isso fortalece nossas pautas e impede que elas sejam ignoradas ou diluídas”, destacou Karem.

Outro ponto central do debate foi a defesa da regulamentação da avaliação biopsicossocial, instrumento previsto para entrar em vigor no próximo ano e que deverá definir critérios relacionados às deficiências e aos impedimentos impostos pela sociedade às pessoas com deficiência. O coletivo também reforçou junto ao CONADE a necessidade da criação de um comitê gestor para orientar a implementação do instrumento.

Os participantes também discutiram a importância da qualificação profissional acessível para trabalhadores com deficiência. A avaliação é de que, além da defesa do cumprimento da Lei de Cotas, é fundamental garantir condições reais de formação, crescimento profissional e permanência no mercado de trabalho “A qualificação profissional precisa ser acessível, com Libras, tecnologias assistivas e linguagem fácil. Isso não pode ser tratado como favor, mas como um direito. É isso que transforma a política de cotas em oportunidade de carreira e não em subemprego”, afirmou Karem.

A reunião também foi marcada por iniciativas de acessibilidade e acolhimento. Durante o encontro, foi organizada uma sala sensorial voltada especialmente para participantes neurodivergentes, com iluminação reduzida, almofadas e espaço de regulação sensorial.

Para Carlos Eduardo Goterra, os encontros presenciais são fundamentais para fortalecer o sentimento de pertencimento e a luta coletiva dos trabalhadores com deficiência “No encontro nacional de trabalhadores e trabalhadoras com deficiência da CUT reafirmei que é de grande importância esses momentos de debate presencial para nossa construção de pertencimento e permanência nos nossos ambientes de trabalho, sendo assim uma luta contínua e constante que não podemos parar”, afirmou.

Ao final da reunião, o coletivo nacional aprovou um plano de lutas para 2026 e definiu como prioridade a reestruturação e fortalecimento dos coletivos estaduais já existentes, além da ampliação da organização para estados que ainda não possuem coletivos formados. Atualmente, a CUT conta com 13 coletivos estaduais de trabalhadores e trabalhadoras com deficiência em funcionamento no país.

Fonte: Reprodução da CUT-SC, publicado em 20 de maio de 2026

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