Após vários manifestações e pressões virtuais dos trabalhadores em educação da rede estadual do Piauí, através do SINTE-PI, o governo do estado e a secretaria de educação decidiram adiar o retorno das aulas presenciais, que estava prevista para ocorrer dia 22 de setembro de 2020, em plena pandemia.
Em nenhum momento o governo do estado atendeu às solicitações de diálogo com o Sinte, que representa os trabalhadores em.educação, e nem com os pais dos estudantes, que também não concordam com o retorno das aulas presencial em plena pandemia.

O SINTE-PI realizou várias denúncias, em lives, outdoor, redes sociais, cards e ofícios encaminhados aos órgãos do governo, em relação ao descaso com os trabalhadores em educação e os estudantes, onde o governo coloca em risco a vida de toda a comunidade escolar ao autorizar o retorno das aulas presenciais. O Sindicato destacou que a maioria dos trabalhadores em educação estão no grupo de risco, e que os estudantes moram com pessoas também vulneráveis ao serem expostas ao novo coronavírus.
As escolas da rede estadual do Piauí não têm a menor condição de retornar em plena pandemia. O Sinte tem realizado visitas nas escolas e reafirma a falta de estrutura das escolas que já eram precárias e agora com as exigências sanitárias para retorno, ainda não foram melhoradas em nada. Banheiros quebrados, pias sem torneiras, salas sem ventilação adequada, bebedouros quebrados e enferrujados, matagal e outros. Poucas são as escolas que tem estrutura que pode ser melhorada para o retorno.


O novo decreto, publicado no Diário Oficial do Estado nº 178, de 21 de setembro de 2020, traz o protocolo de retomada às aulas presenciais e o cronograma com início das aulas previsto para dia 19 de outubro, para alunos do 3º ano do ensino médio.
Segundo o decreto, os estudantes podem optar por retornar ou não para a escola se não se sentirem seguros. Já os trabalhadores em educação (professores e funcionários) são obrigados a colocar sua vida e de seus familiares em risco.
O SINTE-PI continuará firme na defesa da vida e contrário ao retorno de aulas no ano de 2020 para qualquer nível de ensino.
“Não retornaremos às aulas presenciais. Queremos viver!”
Genocídio não!


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