Quem cuida da merenda, da manutenção escolar, da
biblioteca ou da limpeza da sala também educa. Hoje, esses profissionais estão
mais fortes e atuantes após mobilização da CNTE e Sindicatos filiados. Há 15 anos a Confederação Nacional dos Trabalhadores
em Educação criou o Departamento de Funcionários
(DEFE), um braço da entidade para fortalecer as
reivindicações dos servidores de apoio escolar. Por meio do DEFE, a CNTE e seus
Sindicatos conseguiram elevar a autoestima e aumentar a valorização desses
profissionais. Merendeiros, auxiliares de serviços gerais, secretários, entre
tantas outras ocupações de apoio escolar, que têm o mesmo papel do professor:
educar.
Esse reconhecimento só foi possível devido à luta da
CNTE e sindicatos filiados. O SINTE-PI lutou pela aprovação de projetos
importantes. Veja como está a situação dos funcionários de escolas em várias
áreas.
Capacitação
O Profuncionário, aprovado pelo MEC em 2005 após
intensa mobilização da CNTE e seus Sindicatos , é um Curso Técnico de Formação
para os Funcionários da Educação, em nível médio, oferecido ao educador que
exerce funções administrativas. São quatro habilitações, as quais atendem à
maioria das funções desempenhadas pelos servidores nas escolas – técnico em
gestão escolar, em alimentação escolar, em infraestrutura material e ambiental
e em multimeios didáticos.
Reconhecimento
A resolução n° 05/2005 da Câmara de Educação Básica,
do Conselho Nacional de Educação (CNE), também foi um marco no reconhecimento
dos funcionários. A norma institui o Serviço de Apoio Escolar como Área de
Formação Técnica Profissional.
Valorização
A Emenda Constitucional n° 53 estabeleceu o princípio
da valorização dos profissionais da educação. Três anos depois, em
Carreira
O Conselho Nacional de Educação formula atualmente as
Diretrizes para Carreira de funcionários de escolas. O documento visa ampliar o
sentido de educação em todo o contexto escolar e deixa claro, a obrigatoriedade
dos estados em disponibilizarem concursos públicos para a carreira de
funcionário de escola pública básica. O próximo passo agora é lutar por um piso
salarial para os servidores de apoio escolar.
Graduação
O presidente da CNTE Roberto Leão e o Ministro da
Educação Fernando Haddad assinaram, em maio de 2010, um termo para criação do
Eixo Tecnológico Apoio Educacional e a inclusão do Curso Superior de Tecnologia