Encerrou-se
no último sábado (24), o 7° Encontro Nacional do DEFE (Departamento de
Funcionários). A abertura oficial do evento contou com representantes da
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), organizadora do
encontro, do Ministério da Educação (MEC), da APP-Sindicato, Secretaria do
Estado da Educação (Seed) e, ainda, com a participação da senadora e
funcionaria de escola Fátima Cleide (PT/Rondônia), entre outros convidados.
O
evento, que teve por objetivo discutir as políticas de valorização dos
funcionários de escolas de todo o Brasil, aconteceu no litoral paranaense - em
Pontal do Paraná - e reuniu mais de 300 delegados de todo o país.
A
presidente da APP, Marlei Fernandes de Carvalho, saudou os demais integrantes
que compuseram a mesa de abertura e, em nome dos funcionários de escolas do
Paraná, cumprimentou todos os profissionais de educação do país. Destacando a
importância da atividade, que tem o apoio da APP por meio da secretaria de
Funcionários, lembrou que a defesa dos trabalhadores da educação se faz também
com a especificidade da luta dos funcionários de escolas, dando continuidade
aos avanços e às políticas educacionais já conquistados.
O
presidente da CNTE, Roberto Leão, destacou que este é um momento importante
para a educação pública e também para a valorização dos funcionários de escolas
nestes 15 anos de trajetória do Defe. Segundo ele, a profissionalização por
meio do Programa Profuncionário e também de cursos tecnólogos superior apontou
novas possibilidades para os funcionários de escolas. No entanto, defendeu mais
investimentos para a educação pública. "A profissionalização precisa
aumentar. O funcionário de escola não é reconhecido. A nossa luta é pela
criação de um piso para estes funcionários que defendem a educação pública e de
qualidade. Também é necessário aumentar o investimento
Outro
ponto destacado por Leão foi a implantação do Piso Profissional Salarial
Nacional (PSPN - Lei 11.738/2008) para os professores com formação de nível
médio. "É um absurdo ver que aqueles que reivindicam a educação com
qualidade neguem ou criem dificuldades para pagar os míseros R$ 1.312,00, que é
valor que a CNTE calcula para o piso aos profissionais que vão alfabetizar as
crianças por uma jornada de no máximo de 40 horas. Além disso, tem pesquisas
mostrando que mais de 60% dos municípios brasileiros e de alguns estados não
gastam o dinheiro que é para gastar com educação. Estes se valem de artifícios
contábeis para poder maquiar o recurso que é estabelecido por lei",
finalizou.
Funcionários
de escolas no Congresso Nacional - A senadora Fátima Cleide, como fundadora e
membro do Defe, resgatou a histórica luta da CNTE em prol dos funcionários de
escolas. Nesta tarde, compartilhou com todos a consolidação da luta pela
visibilidade destes profissionais. "A luta é travada no cotidiano da
escola, na sociedade e no interior dos sindicatos. Parabenizo a CNTE que abraça
essa luta que considera a identidade profissional destes trabalhadores da
educação", disse a senadora e funcionaria de escola que lutou pela
aprovação da Lei 12.014/09 que reconhece os funcionários de escolas como
profissionais da educação.
Primeira
mulher a presidir a Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado, Fátima
afirma que a luta no segundo semestre será pela aprovação do PL 280, que trata
da formação dos profissionais de educação e pelo Plano Nacional de Educação
(PNE). "O PL 280 foi construído pelo MEC, juntamente com estados e municípios
e sua aprovação é vital para a valorização dos funcionários de escolas. Outra
coisa muito importante a fazer é cobrar do MEC o envio do PNE para o congresso
nacional porque temos um prazo até dezembro para discutir o novo plano",
concluiu.
O
secretário executivo adjunto do MEC, Francisco das Chagas Fernandes, mencionou
a construção de políticas públicas junto ao MEC, como o avanço nas diretrizes
nacionais da carreira para a ampliação da valorização dos funcionários de
escolas. Já o diretor da Internacional da Educação na America Latina (IE),
Combertty Rodrigues, disse que essa discussão é importante e precisa avançar em
toda a América Latina. No Paraná, a superintendente da Secretaria Estadual de
Educação (Seed), Sandra Garcia, mencionou o programa estadual do Profuncionário
e o plano de Cargos e Carreira (lei 123/2008), entre as principais conquistas
dos funcionários de escolas do estado.
Na
ocasião, houve ainda uma homenagem do Defe à senadora Fátima Cleide feita pelo
presidente do sindicato dos trabalhadores de educação de Rondônia. O ato
simbólico foi devido à atuação da parlamentar, a qual promoveu uma mudança da
realidade dos funcionários de escolas no Brasil.
Além
dos citados, a mesa de abertura contou com a participação do secretário Geral
da CNTE, Denílson Bento da Costa, dos secretários adjuntos de Política Sindical
da CNTE, José Carlos Bueno do Prado (Zezinho) e Valdivino de Moraes (também
secretário de Funcionários da APP), do coordenador nacional do Defe, João
Alexandrino, dentre outros.
Defe - nos últimos 15 anos o Defe se consolidou no âmbito da CNTE e de seus sindicatos filiados protagonizando a articulação junto a órgãos de governos das três esferas administrativas, a fim de fazer avançar a profissionalização e a valorização dos funcionários de escolas. Neste 7° Encontro Nacional de Funcionários, os debates incluem ainda Conjuntura; Profuncionário; Violência nas escolas; Terceirização; Gestão Democrática e Formação; Valorização e Remuneração; Forma de organização, balanços e encaminhamentos. O Secretário de Funcionários da APP-Sindicato, Valdivino de Moraes ministrará amanhã a palestra sobre gestão democrática e valorização profissional.
Participaram do evento a Presidente do SINTE-PI, Odeni de Jesus, e a Secretária de Formação, Antônia Ribeiro.