O
início do período letivo da rede estadual de ensino está ameaçado de não
começar
O governo alega que a lei eleitoral impede que sejam dados aumentos no ano em
que acontecem eleições. Porém, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação -
Sinte afirma que este não é um aumento, mas sim uma compensação da inflação. De
acordo com a presidente do Sinte, Odeni Silva, outros Estados como Sergipe,
Ceará, Maranhão e Pernambuco deram a reposição, mesmo que este seja um ano
eleitoral. "Todos os governadores destes Estados são candidatos a
reeleição e mesmo assim não deixaram de dar a compensação. O Sinte não aceita e
vamos cobrar e denunciar", ressalta a presidente.
Segundo o Sinte, a data base dos trabalhadores da educação é em maio e não se
trata de um reajuste salarial geral, mas específico, o que a lei não proíbe. Os
professores também cobram a implantação do piso salarial de R$ 1.312,00, de
acordo com a lei aprovada. Porém, até agora os profissionais continuam a
receber R$ 1.024,00 como vencimento.
O que está sob júdice, segundo o sindicato, é o conceito de vencimento ou
remuneração. Neste momento, a decisão sobre o novo piso está a cargo do Supremo
Tribunal Federal em Brasília. "Estamos indignados porque o governo na paga
o reajuste, as mudanças de classe até agora não saíram e o repasse até agora
não saiu", destaca Odeni Silva.
O sindicato também denuncia as péssimas condições em que se encontram as
escolas públicas estaduais. Muitas até hoje estão sem merendeiras e os prédios
estão sem estrutura para atender aos alunos. "É por causa destas condições
que o Ideb deu este resultado e não poderia ser diferente porque as escolas não
têm condições para que os professores possam dar um ensino de qualidade",
finaliza a presidente do Sinte.