Para ajudar a transformar o Brasil num país plenamente alfabetizado, a Secretaria de Educação e Cultura, por meio da Unidade de Educação de Jovens e Adultos realizou na última semana, de 03 a 05 de junho, I Formação Continuada de Coordenadores de Turmas do Programa Brasil Alfabetizado. A capacitação aconteceu em parceria com o Movimento Educação de Base (MEB), um organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O MEB atua no Brasil há 37 anos a serviço da Educação Popular, em colaboração com o Ministério da Educação e Desporto. “No Piauí, atualmente, 235 municípios possuem o Programa Brasil Alfabetizado, dos quais 91 participaram da formação executada pelo MEB”, informa Brisia Barbosa, uma das coordenadoras das oficinas.
“O Movimento também assumiu como tarefa a animação e o assessoramento aos movimentos e organizações populares, dirigindo à formação para a cidadania e a conscientização das lideranças frente aos problemas sociais”, acrescenta Brisia.
O MEB foi criado na década de 60, com a implantação das Escolas Radiofônicas e tem como objetivo alfabetizar pessoas jovens ou adultas entre as populações mais carentes. “Permitindo assim, um amplo processo de alfabetização nas diversas regiões do país, principalmente, no Nordeste e Norte do Brasil”, fala Ana Maria Ferreira, articuladora do Movimento no Piauí.
Elevar o nível escolar dos jovens trabalhadores piauienses e combater o analfabetismo é uma das principais prioridades da Secretaria de Educação. Participaram do curso aproximadamente 130 profissionais das Gerências Regionais de Educação das 04 ª, 07ª, 08ª, 10ª, 13ª e 16ª GREs.
Para Maria Dias, coordenadora do Brasil Alfabetizado no município de Dom Inocêncio a Formação foi bastante proveitosa. “Principalmente para mim, que acompanho 13 turmas no município e nunca tinha participado de um curso como este. Uma semana é pouco, mas colocarei em prática tudo que aqui aprendi”, declara. As atividades aconteceram em forma de Oficinas de Matemática e Letramento.
O analfabetismo representa uma exclusão social. E a decisão de voltar às aulas ou iniciar os estudos é muito pessoal e implica vencer barreiras de preconceito. Encontrar e atrair piauienses sem acesso à escrita e à leitura é fator diferenciador da nova administração na Seduc.