Estados
e municípios, que são responsáveis pelas escolas públicas da educação básica,
as 17 universidades federais que têm colégios de aplicação e as entidades
mantenedoras das escolas privadas têm prazo de dez anos para implantar
bibliotecas em suas escolas. É isso que diz a Lei nº 12.244/2010, que entrou em
vigor esta semana.
Dados do Censo Escolar 2009 revelam que a maioria das escolas públicas da
educação básica, e parte dos estabelecimentos privados, não têm bibliotecas.
Das 152.251 escolas de ensino fundamental, 52.355 tem bibliotecas (e 99,8 mil
não têm); no ensino médio, das 25.923 escolas, 18.751 tem biblioteca (7,1 mil
não têm).
Na avaliação de Marcelo Soares, diretor de políticas de formação, materiais
didáticos e tecnologias da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, mesmo
que o universo dos sistemas de ensino que precisa atender a lei seja grande,
ela é perfeitamente exequível.
Soares destaca dois fatores da Lei nº 12.244/2010 que favorecem a tomada de providências
de prefeitos e governadores. O primeiro é que a lei contempla a diversidade da
realidade escolar brasileira ao definir a exigência mínima de um livro por
estudante para que a escola inicie sua biblioteca. O segundo é o prazo de dez
anos para a efetivação, que é o ano de 2020, próximo do bicentenário da
independência.
Sobre a realidade das escolas públicas urbanas e rurais, Marcelo Soares cita
dois exemplos que mostram as diferenças e o tipo de tratamento que devem
receber. Uma escola rural, multisseriada, com duas turmas de
Hoje, esse tipo de escola não tem sala exclusiva para biblioteca, mas recebeu
coleções de livros do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), enviadas
pelo Ministério da Educação. Isso significa, segundo Soares, que os educadores,
os estudantes e a comunidade local têm acesso aos livros para leitura e
pesquisa. As coleções que estão lá, diz, são o começo de uma biblioteca que
deve ser ampliada pela rede a que a escola pertence.
Já escolas com
Livros - Dados do
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC
responsável pelos programas do livro didático e da biblioteca da escola,
mostram que as escolas públicas da educação básica receberam 43 milhões de
livros de literatura infantil e infanto-juvenil, no período de
Além de livros didáticos e de literatura, o Ministério da Educação envia para
as escolas públicas uma série de itens – entre eles, laboratórios de informática,
aparelhos de TV, vídeo, DVD e programas para uso de alunos e educadores. As
obras literárias e os materiais servem de estímulo ao desenvolvimento de
crianças e jovens nos campos da leitura, da escrita, da arte e da construção do
conhecimento, segundo Soares.