O
Dia de Paralisação Nacional pela implantação do PSPN (16) foi marcado pela
audiência da CNTE com o Ministro da Educação Fernando Haddad, visando o
cumprimento da Lei 11.738 por todos os gestores públicos do país. A necessidade
de um amplo entendimento institucional que garanta homogeneidade de
interpretação sobre o valor e a fórmula de correção do PSPN foram os pontos de
destaque da conversa.
Neste sentido, definiu-se a constituição de um grupo de trabalho encarregado em
reformular o PLC 321/2009, o qual visa aperfeiçoar a forma de reajuste do Piso.
Sobre este ponto, o próprio ministro concordou que não tem como manter o
reajuste do PSPN exclusivamente pelo INPC, uma vez que impediria seu aumento
real.
"Para não ficar na dependência do julgamento do STF que ainda não tem data
para acontecer, vamos voltar ao Congresso Nacional para que o Parlamento
resolva as divergências do valor do Piso - que a CNTE entende ser de R$
1.312,00 - e assegure mecanismos de reajuste em que os professores tenham
ganho real acima da inflação", afirma o presidente da CNTE, Roberto Leão.
CNTE busca interlocução no Congresso
Logo
após a audiência com o ministro da Educação, a CNTE reuniu-se com o senador
Cristovam Buarque, relator do PLC 321, que, de pronto, aceitou a proposta de
trabalhar conjuntamente os temas acordados com o MEC. O próximo passo, agora, é
construir consensos sobre o valor e a forma de reajuste para vigência ainda no
primeiro semestre de
Trabalhadores em educação reivindicam
proteção à saúde
O outro assunto da pauta do dia foi a necessidade de a campanha de vacinação
contra o vírus H1N1 priorizar os trabalhadores em educação, em função da
elevada exposição de suas atividades profissionais. O ministro Haddad
mostrou-se sensível à reivindicação e se comprometeu em apresentá-la ao
Ministério da Saúde.
Paralisação
Segundo presidente da CNTE, a paralisação nacional pelo piso foi positiva. Na
Bahia e no Rio Grande do Norte, por exemplo, o índice atingiu 100% nas redes
estaduais e municipais. “Isso mostra que os trabalhadores em educação
estão dispostos a lutar para fazer valer o seu direito”.
Também participaram do Dia Nacional de Luta pelo Piso os seguintes estados:
Alagoas, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Maranhão, Paraná,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa
Catarina, Sergipe e Distrito Federal. O Acre parou as atividades no dia
11 de março e o Pará vai paralisar no próximo dia 31.