Os trabalhadores em educação realizam assembléia
geral, sexta-feira, dia 05 de fevereiro, às 9 horas, no Clube Social do
SINTE-PI, localizado na rua Manoel Domingues, 1520, Marquês. Na pauta: início
do período letivo, implantação do piso salarial nacional da educação e
pagamento dos salários atrasados de 1994.
A direção do SINTE-PI está mobilizando a categoria
para essa atividade de início de ano. “Nós defendemos um piso no valor de R$
1.312,85 e nossa interpretação se baseia no aspecto legal da Lei do Piso, Lei
nº 11.738/2008. A Lei do Piso garante a correção anual, no mês de janeiro, a
partir do ano de 2009. Sendo assim, o piso, que em 2008, era de R$ 950,00,
passou, em 2009, para R$ 1.132,40. E agora, em janeiro de 2010, com o reajuste,
passa a ser de R$ 1.312,85. Afirmou Odeni Silva, presidenta do SINTE-PI
acrescentando ainda que esses valores tem por base a determinação da lei que o
reajuste do piso é vinculado ao custo aluno, que em 2009 foi no percentual de
19,2%, e em 2010 é de 18,3%.
O SINTE-PI informou também que o Governo propõe
implantar a partir de janeiro o valor de R$ 1.024,67, com base no parecer
emitido pela Advocacia Geral da União-AGU que propõe em reajustar o piso em
7,86%, com base no piso de R$ 950,00, valor este do ano de 2008. Para a direção
do Sindicato a posição do governo é totalmente equivocada ao seguir a posição
da AGU, pois não há nenhuma base legal. Ao emitir o referido parecer, a AGU
desconsiderou o reajuste que o piso teve no ano de 2009, no percentual de
19,2%, passando de R$ 950,00 para R$ 1.132,40. Além de usar o valor do piso do
ano 2008, utilizou o percentual de 7,8% para o reajuste, quando a Lei do Piso
vincula o reajuste ao custo aluno, que no ano de 2010 o percentual é de 18,3%,
e não de 7,86% como quer a AGU, afrontando, totalmente, as leis trabalhistas
que não permitem a redução de vencimento ou salário.
A assessoria jurídica do SINTE-PI acredita que o
parecer da AGU não possui força de lei, é apenas um posicionamento do órgão
emissor, portanto, não vincula nenhum ente público (União, Estados ou
Municípios). A presidenta do SINTE-PI, Odeni Silva disse que é lamentável que
após 1 ano e meio da aprovação da Lei do Piso, os governadores e prefeitos
insistem em não reconhecer o valor legal do piso. Da mesma forma que é triste o
STF não ter se posicionado, no mérito, da ADI 4.167.
O SINTE-PI não abrirá mão do piso de R$ 1.312,85.
“Sabemos que a luta é árdua, mas não desistiremos de viabilizar o tão merecido
processo de valorização de nossa categoria, primordial para a elevação da
qualidade da educação pública e para o desenvolvimento do país em benefício de
sua população”. Concluiu Odeni Silva