A Procuradoria Geral do
Estado orientou o Governo do Estado a não pagar mais os salários atrasados de
1994. Os sindicatos reagiram e cobraram o pagamento do mês de dezembro e o 13º
de 94. O Sinte-PI (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Piauí)
mostrou-se contrário ao posicionamento do Governo e acionou a assessoria
jurídica para contestar juridicamente. Os sindicatos falam em calote do Governo
aos servidores públicos.
"O Governo está
alegando a quebra de precatórios para não efetuar o pagamento. Mas o Sinte
alega que existe nenhum precatório em relação a pagamento de salários
atrasados. E continua cobrando o pagamento", destacou a presidente do
sindicato, a professora Odeni de Jesus Silva.
Para a assessoria do Sinte, o Governo não está impedido de pagar os salários
atrasados, apenas age de má vontade. "Esperamos que o Governo não dê
calote nos servidores", destacou a sindicalista.
Ela frisou que em
agosto do ano passado, o governador Wellington Dias reacendeu a esperança dos
servidores, quando anunciou que iria efetuar este pagamento. "Sendo que o
Sinte nunca deixou de cobrar pelos serviços prestados e não pagos no final do
governo em 1994. Mas agora foi orientado a não pagar mais. Não nos conformamos
com isso", assinalou Odeni Silva.
"No ano de 1994, o Governo do Estado Piauí deu
calote em seus servidores, pois deixou de pagar o salário de dezembro e a
metade do 13º salário do ano de 94. Passaram-se governos, vieram promessas, e o
calote continuou. Em agosto de 2008, a esperança de ver o tão sonhado pagamento
dos salários atrasados, voltou. O governador Wellington Dias, em reunião com o
SINTE-PI e a CUT, se comprometeu que a partir de 2010 pagaria", informou a
sindicalista.
"Agora, em pleno
janeiro de 2010, surgem especulações, no meio da equipe do Governo, que o
governador não mais pagará os salários atrasados de 1994", reclamou.
Segundo a presidente do
sindicato, o SINTE-PI não vai aceitar que o Governo falte com o compromisso
assumido publicamente e devidamente divulgado em todo o Estado.
"É lastimável esta
situação. Não aceitaremos um novo calote. O governador se comprometeu e, por
isso, deverá cumprir. Esperamos que esse governo seja diferente dos anteriores.
O SINTE-PI não desistirá da luta pelo pagamento e continuamos cobrando",
finalizou Odeni Silva.