Avanço nas negociações com o governo por parte do
SINTE-PI e muita confusão provocada pelos oposicionistas ao sindicato. Este é o
resumo significativo da Assembleia Geral dos trabalhadores em educação, realizada
nesta quarta-feira, dia 3 de junho, na Praça da Liberdade.
O ato público tinha tudo para ser mais uma
manifestação pacífica e organizada dos trabalhadores
O saldo foi que a maioria dos professores de muitos
municípios, bem como de muitas escolas das regiões administrativas de Teresina
concordam que o momento não seria favorável para este tipo de protesto,
sugerindo que a greve seja construída para o segundo semestre deste ano.
Enquanto todos tinham a oportunidade de se
expressar livremente no ato realizado na Praça da Liberdade, tanto diretores do
SINTE-PI e trabalhadores em educação quando os opositores do sindicato, uma
comissão de deslocava até o palácio de Karnak para uma reunião com os
representantes do governo.
A reunião entre a comissão dos trabalhadores em
educação com o Secretário de Governo, Kleber Eulálio, e os Deputados Estaduais João
de Deus e Cícero Magalhães aconteceu no Palácio de Karnak no mesmo momento m
que acontecia a assembleia. Na reunião, o SINTE-PI exigiu que o próprio
Governador Wellington Dias recebesse os trabalhadores em educação para realizar
as negociações. Na ausência do governador, os seus representantes confirmaram o
agendamento de uma audiência. A reivindicação de reajuste de 15% para os
funcionários de escola teve um avanço positivo, pois o governo sinaliza um
reajuste de 5,9% para os funcionários.
De volta à assembleia, Odeni de Jesus, presidenta
do sindicato, informou a todos sobre o resultado da reunião realizada no
Karnak. Tendo em vista as negociações em aberto, encaminhou que não fosse ainda
deflagrada a greve por tempo indeterminado, até que fosse realizada a audiência
com o governador Wellington Dias. Neste momento houve muito tumulto e
desrespeito ao SINTE-PI por parte dos opositores ao SINTE-PI, um grupo que
sempre esteve pedindo a greve. O SINTE-PI é totalmente responsável pelas suas
decisões. Decisões estas que devem levar em conta o grande número de filiados
ao sindicato, e não os desejos de um pequeno grupo. Além disso, a greve não
poderia ser deflagrada, sem haver quorum para aprová-la. A lista de assinaturas
da assembleia contou com apenas 270 sindicalizados, enquanto o quórum
necessário para aprovar o movimento seria superior a 600 servidores, segundo o
estatuto da entidade. Além disso, é importante ressaltar que categoria ainda negocia
com o Governo do Estado.
A decisão de haver greve ou não fica para uma nova
assembleia. Até lá, a diretoria do SINTE-PI continuará negociando com o
Governador Wellington Dias a pauta de reivindicações dos trabalhadores
Por fim, o SINTE-PI se mostra muito decepcionado
com o comportamento desrespeitoso com que alguns companheiros de luta trataram
a diretoria do sindicato, utilizando-se de intimidação e ameaças. Ameaças até
ao próprio patrimônio do sindicato, com insinuações de quebrar o veículo do
sindicato, que é propriedade de todos os trabalhadores em educação.