Na audiência pública do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ), realizada em Teresina na quinta-feira (26/02), no
auditório do Tribunal de Justiça do Piauí, a professora Odeni de Jeus denunciou
a ação judiciária ilegal proposta por grupo de ex-advogados do SINTE-PI, em um valor
de quase 20 milhões só em honorários.
O advogado Luciano Paes Landim encabeça
o grupo de ex-advogados que querem cobrar irregularmente a dívida, cujos
valores seriam descontados na ordem de 15% dos contracheques de 35 mil
servidores sem autorização dos mesmos. A proposta do grupo de advogados é que
esse pagamento seja descontado em 12 parcelas no contracheque dos servidores da
educação filiados e não filiados ao Sindicato.
Luciano, hoje Secretário de Transportes do
município, trabalhou durante um período para o SINTE-PI. Posteriormente,
decidiu ingressar com uma ação requerendo supostos direitos. O caso foi parar
no Tribunal de Justiça e passou a contar com a defesa jurídica do advogado
Marcus Vinícius Coelho, também ex-advogado do SINTE-PI. Outros juristas
passaram a integrar o processo, que contaria com a participação dos
desembargadores Luiz Brandão de Carvalho e João Batista Machado.
A presidenta do SINTE-PI, Odeni de Jesus Silva,
denunciou que o advogado Marcus Vinícius pode estar sendo beneficiado em
decisões do Tribunal, afirmando que os desembargadores do Tribunal teriam
facilitado o trâmite da ação para os advogados em desfavor da entidade
sindical, inclusive determinando o desconto sem nenhuma fundamentação legal.
Na época, o então Presidente do Tribunal
de Justiça do Piauí, desembargador Luís Rego, julgou improcedente o
procedimento utilizado pelos ex-advogados na referida cobrança, já que uma lei
estadual proíbe a incidência de descontos na remuneração dos servidores
públicos, salvo por determinação de lei ou mediante autorização dos próprios
servidores.
Apesar dessa decisão a ação segue em outras instancias. A assessoria jurídica do SINTE-PI já recorreu às instancias da Justiça Federal, inclusive ao próprio CNJ, anteriormente. Agora o que se espera é de que o CNJ, tomando conhecimento novamente desse fato, faça o devido encaminhamento que o caso requer.