O piso salarial nacional dos professores deve
superar R$ 1 mil em 2009, com a correção prevista na Lei nº 11.738, de 16 de
julho deste ano. Esse valor atende os professores com formação de nível médio,
o que significa remuneração ainda mais alta para professores com formação
superior. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, no
domingo, 19, na abertura da 31ª Reunião da Associação Nacional de Pós-Graduação
e Pesquisa em Educação (Anped).
Em seu discurso, Haddad enfatizou os ganhos dos
últimos anos no orçamento da educação no país. Ele lembrou que o orçamento do
Ministério da Educação mais do que dobrou em seis anos — de R$ 21 bilhões em
2003 para previstos R$ 48 bilhões em 2009. “Além disso, temos pautada no
Congresso Nacional, e já provada no Senado Federal, a proposta de emenda
constitucional que acaba com a desvinculação de recursos da União (DRU) da
educação”, destacou. “O fim da DRU significará não apenas um aporte adicional
de recursos, mas que os futuros governos não farão aquilo que foi a regra dos
anos 90: cortes na área social que incidam, sobretudo, na área da educação.”
Segundo o ministro, as etapas do ensino são três
eixos que não se opõem, mas se reforçam. Para isso, o MEC trabalha cada um
deles com quatro temáticas: financiamento, avaliação periódica, gestão e
formação de professores. A formação ganhou destaque com a divulgação da minuta
do decreto de criação do Sistema Nacional Público de Formação dos Professores.
Haddad lembrou ainda que conquistas como o piso
salarial e o sistema público de formação exigem a regulamentação, também por
meio de lei, das diretrizes nacionais da carreira do magistério. “Isso vai ser
fundamental porque toda a progressão vai estar normatizada, com balizas e
parâmetros nacionais, para que prefeitos e governadores, além da própria União,
possam atender às justas reivindicações dos professores brasileiros”, afirmou.