Há mais de seis anos que nós, através
dos sindicatos que representam os trabalhadores do Estado, cobramos do Governo
do Piauí que seja feita uma auditoria no IAPEP, órgão responsável pela
administração dos planos de saúde IAPEP-Saúde e PLAMTA. E agora, devido às
inúmeras e constantes denúncias do péssimo atendimento prestado aos seus assegurados,
o Governador Wellington Dias vem a público, através dos meios de comunicação,
tomar decisões que comprometem mais ainda estes planos de saúde.
É vergonhosa a falta de gerenciamento
que foi implementada no IAPEP-SAÚDE e PLAMTA, pois é do conhecimento de todos
os constantes atrasos nos repasses para hospitais e clínicas credenciadas, além
do péssimo atendimento aos assegurados. E pasmem! O assegurando desconta no seu
contracheque mensalmente essa contribuição.
Em meio à péssima administração dos planos,
vem o Governo com a proposta de cobrar mais um adicional por consultas e exames,
com a alegação de que existe um desequilíbrio entre o faturamento e as
despesas. Esta é mais uma ação contra o servidor. Não podemos mais deixar os
trabalhadores do Estado do Piauí pagarem mais essa conta. Defendemos o IAPEP
como uma instituição necessária, mas dentro dos padrões do bom gerenciamento e
atendimento ao público. Exigimos o funcionamento, de fato, do Conselho instituído
por representantes dos trabalhadores do Estado do Piauí.
Esta ação do Governo é mais um ato
arbitrário, que pretende formar uma comissão com 2 técnicos do IAPEP, 2 médicos
representando os hospitais, e o Secretário de Planejamento juntamente com o já
comprovado mal administrador Dr. Rufino, Presidente do IAPEP.
Onde está a legitimidade desta
comissão? Cadê o dinheiro do IAPEP e PLAMTA, que o Dr. Rufino sempre falou que
era suficiente? Onde está o Conselho do IAPEP? Nós assegurados, não podemos
admitir que o governo do Estado intervenha no nosso plano de saúde sem
respeitar as instancias comprometidas.
Cobramos a auditoria acompanhada pelo
Conselho do IAPEP, e repudiamos qualquer ato do governo de mais uma vez tomar
decisões que não condizem com a legalidade e Não aceitamos que com esta atitude
do governo venha um mais aumento abusivos em nossos planos de saúde.
João Correia da Silva
Vice-Presidente da CTB-PI
Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil