A formação dos professores, bem como a própria
educação, é um desafio constante. A nossa luta é e será sempre por uma escola
pública de qualidade, formação continuada e boas condições de trabalho, salário
e carreira. A qualificação é uma necessidade. Hoje, existem muitos professores
que têm apenas o ensino fundamental e dão aula para o ensino médio.
Por isso, consideramos o Plano Nacional de Formação
um importante passo dentro da educação básica, pois criará 330 mil vagas em
universidades públicas para professores que não têm curso superior,
licenciatura, ou dão aulas em disciplinas de cursos diferentes de suas áreas.
Ao lançar o plano, o governo quer, sem dúvida, dar
mais um passo para a melhoria da educação pública brasileira. Sabemos que a
qualificação é importante, mas não é a única variável, uma vez que nem o piso
salarial nacional muitos estados e municípios querem pagar. Sem um bom salário
não haverá motivação e sem perspectivas será difícil atrair os melhores alunos
do ensino médio para o magistério.
Defendemos também um plano de carreira que ofereça
crescimento e oportunidades para que os profissionais possam estar sempre se
atualizando. Não adianta investir em formação se não forem criadas condições
para o professor desenvolver suas atividades.
Mas é necessário que se tomem providências no que
diz respeito à formação atual dos profissionais de educação. Há necessidade de
acompanhar os cursos de licenciatura que formam professores para atuar juntos
às nossas crianças e adolescentes, uma vez que há falta de preparo das
universidades para formar professores.
Na verdade, o novo plano representa um grande
projeto nacional. Infelizmente, alguns estados não aderiram por considerar
desnecessário. Só queremos que no futuro esses governos assumam a
responsabilidade de não ter permitido a participação de seus profissionais de
educação nesse processo de valorização.