Sem que se fale muito, mas um pouco mais, nós não
podemos ser vistas a olho nu, só pela cor da pele, o interior é bem mais revestido de multicores:
Lilás, para nos descrevermos como suaves e meigas;
Vermelho, aprendemos desde muito pequenas como a
cor do amor, da paixão ardente;
Preto, as que querem se esconder de algo, ou alguma
coisa, estas precisam de apoio, dizem os mais experientes;
Verde revela toda a esperança por dias melhores e
uma auto-afirmação como pessoa humana;
Marrom, uma afeição atenuante à religião, uma
mulher que luta com fé de vencer na vida;
Amarelo, mulheres livres, resolvidas e acima de
tudo desatadas;
Branca são as que pregam a paz, a solidariedade à
caridade espiritual;
Azul, o mais claro ou o mais escuro representa a
verdade, franqueza e a fortaleza;
Cinza, as mais ousadas e atraentes e, também às
charmosas e elegantes;
Roxo, para as mais emotivas, sensíveis e calmas.
Mas para cada mulher são agregadas milhares de cores: a cor do amor, do prazer, da paz, da luta, do sofrimento, da glória, da raça, sem mascarar a cor da pele, do íntimo e do ego. Somos capazes de nos apresentarmos com as cores de arco-íris ou de um vulcão, dependendo da situação em que nos encontramos. Mulheres guerreiras sem armas e valentes na fala. Somos todas capazes de sermos autênticas, verdadeiras e maravilhosas, mesmo com problemas, mesmo com baixa auto-estima, tristezas e angústias. Mas sabemos sorrir, ao ponto de darmos um bom dia ao sol, á noite a de luar, nossas cores são de ofuscar qualquer tonalidade na vida, somos cores variadas e de significados contundentes. As mulheres do meu Brasil, oxalá possam ser vistas como são, com muita vontade de vencer, com muita disposição para a luta e de muitas conquistas em lutas e bandeiras históricas do meu pais. As que são chefes de famílias, as que não conseguiram formar famílias e ainda, as que estão tentando se firmar na vida como mulheres, com muita e pouca cultura, mas que acima de tudo são mulheres bem resolvidas.
Maria dos Remédios Silva
Vice-Presidenta do SINTE-PI