Quem de fato faz a educação neste país e acompanha a luta por melhores condições de trabalho e salários para os profissionais da educação tem conhecimento da luta de quase 200 anos que travamos em defesa de um Piso Salarial Nacional. No ano de 2007 conseguimos avançar nesta conquista, pois a Medida Provisória 339/06 que regulamentou o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB, estipulou prazo para que o piso do magistério entrasse em vigor, em janeiro de 2008.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação � CNTE e o SINTE-PI defendem um piso de R$1.575,00 para os professores com 40 horas. Mas tramita no Congresso, para votação, a proposta de R$950,00. Como temos pressa na aprovação do Piso, decidimos fazer pressão para garantir a sua aprovação o mais rápido possível. E foi por isso que trabalhadores em Educação de todo Brasil decidiram por uma paralisação nacional marcada para o dia 14 de março. E o Piauí, estado de luta, não poderia ficar de fora.
O SINTE-PI passou a fazer a mobilização da categoria, e quem estava de fato trabalhando na escola e comprometido com a luta com certeza tomou conhecimento da paralisação. A direção fez diversas reuniões nas escolas da rede pública de Teresina, fixou cartazes, divulgou a atividade em jornal, rádio e TV. E, além disso, massificou a divulgação da paralisação e da luta pelo Piso em diversos outdoors distribuídos por toda cidade. Creio eu que, na área da educação, só ficou sem saber da paralisação quem de fato não tem interesse em defender uma educação pública de qualidade.
A paralisação foi realizada em todo Brasil, com o objetivo de chamar à responsabilidade os deputados, os prefeitos e governadores para o debate sobre o Piso Salarial Nacional. Nesta oportunidade, também denunciamos à sociedade civil organizada o processo de tramitação do Piso que anda a passos lentos por quase dois anos na Câmara Federal. Então não faz sentido quem não conhece a luta dos trabalhadores em educação fazer críticas infundadas e a absurdas sobre os sindicalistas. Vamos participar mais ativamente do movimento sindical, e acompanhar a nossa rotina, o nosso dia-a-dia e, aí verás que trabalhamos incansavelmente, sem hora pra chegar em casa e sem extra no salário. Nós, sindicalistas, apenas encaminhamos a luta, mas quem faz a pauta é a categoria bem informada e consciente do seu papel dento do Sindicato. Será que ser ridículo é lutar para que todos tenham melhores condições?