A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) acabou e os brasileiros que pensavam em alívio no bolso foram surpreendidos com novos encargos. Para compensar as perdas com o fim do imposto do cheque, o Governo Federal aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e junto com esse encargo surgiram outros problemas. Entre eles, a suspensão do reajuste salarial de funcionários públicos federais, onde estamos incluídos, nós, os profissionais em educação.
A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) já se posicionou contra a medida e promete reagir uma vez que existia a promessa do governo de que a partir de 2008 iria ter uma política salarial até 2010. Condsef alerta que não vai aceitar um calote como ocorreu no ano passado. A categoria já está mobilizada para uma paralisação e nós, da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) apoiamos essa posição.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, garantiu que o Piso Salarial Nacional para os Profissionais do Magistério, que ainda depende da aprovação do Congresso Nacional, não será comprometido pelo cancelamento do reajuste salarial dos servidores públicos. Estamos vigilantes e vamos cobrar esse compromisso. Iniciamos 2008, com mais disposição em lutar pela implementação do piso. Nossa mobilização continua e a reivindicação agora é que ele seja regulamentado por Medida Provisória para que possa entrar em vigor o mais rápido possível.